MEDO
Começo nosso texto dizendo que discordo de Freud quando disse que o sexo estava no centro psíquico do homem...acho que no centro psíquico humano, está o medo.
O medo nos protege de momentos e de situações que poderiam colocar nossas vidas em risco, mas ao mesmo tempo, pode nos tirar grandes oportunidades, minguar nossas vidas e simplesmente acinzentar o colorido da vida.
Nossos medos não detêm a morte, e sim o amor e a vida. O medo, com todo seu poder, não pode vencer nem deter a morte, mas pode deter o fluxo da vida que nos conduz à paz interior.
Quantas vezes imaginamos situações ou palavras que seriam duras para enfrentarmos e essas situações nunca passaram nem perto de concretizar-se....
O medo é uma emoção básica, gerada espontaneamente e que nos deixa de sobreaviso diante de um perigo iminente, ele ativa a circulação do sangue , fortalece os músculos e prepara o corpo para escapar de uma situação que pode nos afetar.
Apesar desses benefícios, o medo pode criar fobias e o pânico infundado pode nos tirar de um grupo, de um emprego, de um amor.....pode inclusive nos direcionar ao apego, que é o medo de perder. E o apego pode também nos roubar um pouco de vida e transformar amor em ódio, tudo com base no medo.
Por isso, digo que para poder amar de verdade, temos que identificar nossos medos mais frequentes, temos que trabalhar nossos medos inconscientes e eliminá-los para desfrutarmos do amor verdadeiro.
Termino esse texto, perguntando:
Quais são os medos que sentimos quando temos uma relação afetiva na qual depositamos nossa felicidade? e quais medos que sentimos quando estamos diante de uma situação nova e que de alguma forma, nos tira de nossa zona de conforto?
Beijo no coração.
Marcos Anchieta
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